Rodrigo Leal e Toco
 
18/04/2008
VBLADERS FORAM ATÉ ATACAMA-CHILE
"Vbladers", motociclistas que tem muito orgulho de suas motos Sundown VBlade 250cc, vão encarar mais de 6.500 quilômetros numa viagem para Iquique no norte do Chile. Saindo de Porto Alegre, dois intrépidos motociclistas, o "VBlader" Rodrigo Leal e o "Vblader" Toco, se integrarão a uma expedição que será composta por 15 motos. As VBlades serão as motos de menor ciclindrada do grupo.
A saída já aconteceu nesta quinta feira, 17 de abril, com primeira parada programada para Santo Angelo (RS), a 445 quilômetros de Porto Alegre, o quê também já aconteceu por volta das 19:00 horas.

A partir do dia 18 de abril, será seguido o roteiro abaixo e a viagem toda deve totalizar quase 5.600 quilômetros, entre ida e volta. A data de retorno está prevista para o dia 27 de abril. Entre os desafios a serem superados, está passar pela Cordilheira dos Andes numa altura superior a 4.000 metros do nivel do mar.

Mas não será só isto que os motociclistas terão pela frente, pois serras, rios, planícies, altas altitudes, desertos, temperaturas extremamente altas e baixas, geleiras e vulcões fazem parte do trajeto até o Oceano pacífico.

Enquanto esta viagem for acontecendo, o "VBlader" Rodrigo irá abastacer a revista eletrônica www.sobremotos.com.br com seus relatos, os quais serão publicados ainda no mesmo dia, para que todos os leitores possam ter uma idéia bem próxima dos acontecimentos desta expedição. Por exemplo, neste primeiro trecho, até uma parada numa barreira do MST aconteceu, mas nada que comprometesse a viagem.

Os "VBladers" puderam contar com o apoio especial da revenda Sundown de Porto Alegre, a Grappa Motos.



Os intrépidos motociclistas da expedição rumo ao Atacama chegaram à São Miguel de Tucuman. Ao longe, já se vê a Cordilheira.

Correu tudo bem durante a viagem, porém não foi fácil, pois foram mais de 800 quilômetros percorridos por estradas muito ruins, que servem de ligação para regiões de produção agrícola, muito piores que as brasileiras e com muito movimento de caminhão. Tinha cada buraco que era verdadeira cratera. Ainda bem que não choveu, mas fazia um calor infernal.

Não ocorreram acidentes, mas várias "panes secas", ou seja, muitas motos ficaram sem gasolina no meio da caminho.

Nessa etapa da viagem a paisagem foi dominada pelo Pampa Argentino, com imensas planícies de campo. Foram quilômetros sem se ver viva alma humana, apenas muitos rebanhos de cabritos e alguns burros ficam à solta na beira estrada, um perigo para os motoristas.

As Vblades chegaram bem, apesar de terem andado num ritimo muito puchado para elas, em média 100 Km/h, às vezes 120 Km/h. As motos supreenderam positivamente.

Para se ter uma idéia da dureza do percurso, uma Suzuki DL 1000 V-Strom, que é uma motocicleta fabulosa e muito resistente, estorou os rolamentos da roda traseira e teve que ser rebocada nos últimos quilômetros.

Depois de uma noite de descanso, a viagem seguirá para Pumamarca, já na base da cordilheira, onde a temperatura é bem mais baixa. Serão mais 406 Km. A saída deve atrasar um pouco para se poder consertar a Suzuki V-Strom, mas nada que comprometa o planejamento. Aproveitando o tempo, várias manutenções básicas, como esticar e lubrificar correntes, serão feitas.

É impressionante o impacto que a caravana causa quando chega em uma cidade, como ocorreu em Corrientes e também aqui em Tucuman. São 15 motos, uma mais linda que a outra, que todos param o que estão fazendo só para olhar. Os aborígenes nos abordam para tirar fotos. Em uma das paradas, um repórter de TV aproveitou para fazer uma matéria, entrevistou o César Matos e filmou as motos.

Tem pilotos de todas as idades. Para se ter uma idéia, um deles tem mais de 70 anos, o "Seu ABrelino", que tem uma BMW amarela, pilota muito bem e anda rápido, mas sempre com cautela. Tem jovens e pessoas de todos os tipos e profissões, tais como médicos, empresários, comerciantes, políticos (um ex-Prefeito), advogado, mas que, nesta excursão, são simplesmente motociclistas que amam a liberdade e a aventura consciente e planejada.

Ponto que ressalta a união do grupo é que todos os dias, antes de sairem, os motociclistas rezam um "Pai Nosso" de maos dadas e pedem proteção para todos que estão na expedição e para àqueles de suas famílias que ficaram em seus lares.

No total, até agora, os "Vbladers" Rodrigo e "Toco" já rodaram 1961 Km desde que saíram de Porto Alegre. Nos próximos "capítulos" retrataremos com mais detalhes os demais integrantes desta expedição, com suas motos e respectivas histórias e depoimentos.


Parte FINAL:

Os intrépidos motociclistas já estão de retorno e já chegaram à Salta, na Argentina, cidade que fica na serra.

Ha apenas dois dias atrás, eles estavam à beira do Oceano Pacífico, em Iquique, e, durante este retorno, já passaram de novo pelo deserto e pela Cordilheira, chegando a uma região de serra com vegetação abundante, bem diferente do que tinham encontrado até agora.

A viagem tem sido uma verdadeira maratona, aonde alguns tropeços podem acontecer como, por exemplo, uma parte da expedição pegar uma estrada errada, passar frio e chegar somente muito tarde ao hotel previsto como ponto de descanso.

O grupo que errou o desvio tinha saído do litoral do Pacifico, onde estava quente, e, por causa disso, estavam apenas com as roupas de cordura e camiseta, sem mantas térmicas. Foram algumas horas de muito frio.

Os motociclistas tem rodado, em média, 600 quilômetros por dia, ficando sobre as motos de 10 a 12 horas por dia, às vezes mais. O ritmo é puchado e as refeições são rápidas. Para para se ter uma idéia melhor, apenas no primeiro dia da viagem os expedicionários almoçaram em um restaurante, nos demais dias se mantiveram apenas com lanches servidos no carro de apoio. Nas paradas para reabastecimento, eles comem sanduíches e tomam água ou suco de frutas.

Outra adversidade encontrada aconteceu durante a travessia da Cordilheira, onde a estrada é muito perigosa, pois animais atravessam a pista e tem pedras e cascalhos de deslizamentos em curvas que são verdadeiros cotovelos com declive muito acentuado. Felizmente, nada de grave ocorreu.

Ao longo da costa do Oceano Pacífico, pelo menos no trecho entre Iquique e Trocopilla, é de tanta beleza que chega a emocionar. A Cordilheira se aproxima das margens do oceano e a estrada fica na encosta, tendo de um lado os paredões de pedra e de outro a água.

Não poderia deixar de ser referida a beleza sem igual da estrada e da região que liga San Salvador de Jujuy à Salta. Os últimos 40 ou 50 quilômetros são de asfalto em uma única faixa, que serve para os dois sentidos, tanto para quem vai quanto para quem vem, e que fica no meio de uma mata fechada, parecendo um túnel verde. A estrada é permeada de curvas ao longo de sua extensão, fazendo uma espécie de espiral na encosta da serra. De Salta até Roque Saenz Pena serão aproximadamente 763 quilômetros por percorrer.

Quanto às motos, em geral todas tem resistido bem, e um desafio a enfrentar é a constante necessidade de reabastecimento. Quem quiser fazer esta viagem tem que levar pelo menos uns 5 litros de gasolina extras, para não correr o risco de ficar na estrada.

A Vblade do Rodrigo Leal já percorreu, até este ponto, mais de 4.500 quilômetros e o único problema que apresentou foi com o motor de arranque, o qual, a bem da verdade, já dava indicações de pane desde Porto Alegre, mas que, por falta de tempo, não foi consertado. Deste modo, a moto tem que ser ligada no tranco, o quê vem sendo feito desde Pumamarca, mas, pelo menos, ela pega com facilidade. No mais, a moto tem sidoi muito valente, não tendo que ir para o reboque em nehum momento. De qualquer forma, se problema maior acontecesse, vale ressaltar a união do grupo, pois haveria apoio rápido, dado que um motociclista tem ajudado outro durante todo este percurso, o tempo todo.

A chegada ao Chile foi desgastante, pois um Oficial da Vigilancia Sanitária ou Aduana, que parecia estar de mau humor e não gostar de brasileiros, mandou tirar toda a bagagem do carro de apoio para exame, o que demandou algumas horas. O Oficial nem olhou para os adesivos grandes colados nas laterais e traseira do carro de apoio que indicavam "EXPEDICAO ATACAMA 2008 - BRASIL, ARGENTINA e CHILE), com a bandeira dos 3 países. Nesta parte de Alfandega e Aduana, fomos melhor tratados na Argentina do que no Chile.

Fotos: Rodrigo Leal






Fonte: www.sobremotos.com.br


Fotos: Rodrigo Leal

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